Hoje, 16 de junho, marca o centenário de nascimento de José Carlos da Silva Júnior, um influente empresário e político paraibano. Natural de Campina Grande, José Carlos se destacou à frente do Café São Braz, que se tornou uma marca de prestígio nacional. Além disso, ele atuou no campo da comunicação, liderando o Sistema Paraíba, que inclui duas emissoras de televisão de grande audiência em João Pessoa e Campina Grande, além de emissoras de rádio e o "Jornal da Paraíba", que se adaptou com sucesso à era digital.
Nascido em 16 de junho de 1926, José Carlos faleceu aos 94 anos, em 5 de março de 2021, no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, vítima da Covid-19. Sua trajetória continua a ser motivo de orgulho para a Paraíba.
Trajetória política e empresarial
José Carlos foi vice-governador da Paraíba durante a gestão de Wilson Braga e assumiu a titularidade em diversas ocasiões, demonstrando firmeza e vocação gerencial. Como suplente de senador de Ronaldo Cunha Lima, ele participou ativamente de debates sobre questões econômicas e sociais que afetavam o Nordeste e o Brasil. Sua morte deixou a Paraíba sem um de seus mais destacados expoentes do setor produtivo e da vida pública.
Reconhecido por sua dedicação ao trabalho, José Carlos transformou uma simples ideia em um complexo de linhas industriais, começando com a firma José Carlos & Filho, que se consolidou a partir da década de 1950. Sua empresa se destacou como uma das principais contribuintes de ICMS, gerando empregos e suprindo lacunas deixadas pelo poder público.
Legado e influência
Após sua morte, o empresário João Carlos Paes Mendonça destacou que José Carlos fez história ao consolidar sua marca por meio de perseverança e dedicação. Ele também ocupou posições importantes em entidades do setor industrial, como presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café e vice-presidente da Federação das Indústrias da Paraíba.
José Carlos foi convidado a ingressar na política por lideranças tradicionais, como o ex-governador Wilson Braga, e, em suas palavras, ele acreditava ter contribuído significativamente para a Paraíba, sempre utilizando sua experiência na iniciativa privada para dirigir o Estado com seriedade.
Em 1986, José Carlos decidiu não concorrer ao governo do Estado, optando pela dignidade ao desistir de sua candidatura, o que foi interpretado como um sinal de desapego. Sua família preferiu que ele permanecesse no cargo até o final do mandato, e ele acabou se afastando da campanha eleitoral daquele ano.