Durante uma sabatina na Rádio Correio FM, Camilo Duarte, candidato ao Governo da Paraíba pelo PCO, apresentou suas propostas para segurança pública, relações de trabalho e regulamentação das redes sociais. Com mais de 20 anos de militância na causa operária, ele defendeu mudanças estruturais em diversos setores.
Dissolução da Polícia
No que diz respeito à segurança pública, Duarte defendeu a dissolução das forças policiais, argumentando que o modelo atual representa uma forma de violência estatal. Ele afirmou que uma parte significativa das mortes violentas no Brasil está relacionada à atuação policial.
O cenário atual é de guerra civil. Nas mortes violentas, acho que 80% são execuções da polícia em um Estado que a pena de morte não existe e uma população que está desarmada não tem autonomia.
O candidato enfatizou que qualquer força de segurança deve estar sob controle popular, afirmando que a dissociação entre a polícia e a população gera oposição. Para ele, a polícia não existe para proteger o cidadão, mas para impor a violência estatal.
Duarte também defendeu o armamento da população como um meio de garantir autonomia, afirmando que um país armado é um país autônomo.
Fim da Escala 6×1
Na área trabalhista, o candidato propôs a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial, sugerindo que, com os avanços tecnológicos, a carga horária poderia ser inferior a 30 horas semanais.
Tem que haver uma redução da jornada de trabalho sem a redução de salários. Há 20 anos, tinha um estudo que seis horas diárias, ou seja, 30 horas semanais já atenderia muito bem.
Ele criticou a resistência a essa proposta, afirmando que interesses econômicos dos grandes bancos dificultam a redução da jornada, penalizando a classe trabalhadora.
Regulamentação das Redes Sociais
Duarte também se posicionou contra a ampliação da regulamentação das redes sociais, alertando que o fortalecimento do poder estatal pode resultar em restrições à população. Ele argumentou que o Brasil já possui muitas leis que não são efetivas.
Qualquer política que vá no sentido de dar mais poder ao Estado é ruim, porque a lei serve para limitar o poder do Estado contra a população.
O candidato criticou ainda medidas voltadas à proteção de crianças no ambiente digital, citando a Lei Felca como um exemplo de legislação que não resolve a vulnerabilidade infantil.
Fonte: Paraibaonline