O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado (PSD), manifestou sua desaprovação à proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de postergar a implementação de tarifas até após as eleições presidenciais. Durante um evento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) em Brasília, Caiado afirmou que a sugestão é "inaceitável".
Caiado criticou Flávio Bolsonaro, mencionando que o senador deveria compreender melhor o contexto político e econômico do país.
Você tem que estar dentro de um jogo para saber qual é o peso e o significado do país — disse ele, referindo-se à proposta de adiamento das tarifas.
Em declarações posteriores, Caiado reiterou que a questão das tarifas não deve ser tratada apenas no período eleitoral, considerando a postura de Flávio como uma atitude infeliz. Ele argumentou que essa proposta poderia convalidar o que chamou de "populismo irresponsável" do governo Lula.
Flávio Bolsonaro, em um documento enviado ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), argumentou que as tarifas do ano passado foram utilizadas politicamente pelo governo atual e pediu que novas taxas fossem adiadas para evitar um bônus político ao presidente Lula.
Na audiência pública promovida pelo USTR, Flávio reiterou que a implementação de novas tarifas seria prejudicial neste momento, tanto para a economia americana quanto para os brasileiros que buscam uma relação comercial benéfica com os Estados Unidos.
Caiado também criticou a postura ideológica do Itamaraty e mencionou as pressões que o Brasil enfrenta de diversas potências, incluindo os Estados Unidos, a China e a Europa, citando barreiras regulatórias e cotas.
Questionado sobre o impacto do caso "Dark Horse" na campanha eleitoral, Caiado afirmou que a conduta moral e o envolvimento em corrupção serão fatores decisivos para os eleitores. Ele alertou que votar em Flávio Bolsonaro poderia resultar na reeleição de Lula, afirmando que a candidatura de Flávio está sendo construída de forma favorável ao PT.