Um surto de hantavírus em um cruzeiro levou autoridades de saúde de seis países a procurar 29 passageiros que desembarcaram na ilha de Santa Helena e não retornaram ao navio. O MV Hondius, que transportava 174 pessoas, enfrentou a situação após a morte de um passageiro holandês de 70 anos, que apresentou sintomas respiratórios graves durante a viagem.
O cruzeiro partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, com destino a áreas remotas, incluindo a Antártica. O idoso faleceu em 11 de abril, e seu corpo foi desembarcado em 24 de abril, momento em que cerca de 40 passageiros deixaram a embarcação. Desses, 29 não retornaram, incluindo a esposa da vítima, que seguiu para a África do Sul e morreu após ser hospitalizada.
Além da esposa do primeiro paciente, uma passageira alemã também faleceu a bordo em 2 de maio, elevando o número de mortes para três. Um passageiro britânico de 69 anos foi hospitalizado em Joanesburgo, onde foi confirmada a infecção pela cepa andina do hantavírus. Outro passageiro suíço também foi diagnosticado com a doença em Zurique.
O navio, que ficou isolado próximo a Cabo Verde, foi direcionado para as Ilhas Canárias, onde todos os passageiros e tripulantes passaram por avaliações médicas. As autoridades de saúde continuam a investigar o caso, que envolve uma variante rara do hantavírus, conhecida por seu potencial de transmissão entre pessoas, embora esse tipo de contágio seja raro.
A hantavirose é uma infecção transmitida principalmente por roedores, e os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e cansaço. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que, apesar da gravidade dos casos, o risco para a população em geral permanece baixo e não há recomendações de restrições de viagem.