O Brasil já demonstrou sua força no paradesporto, consolidando sua posição entre as potências mundiais durante as últimas edições dos Jogos Paralímpicos. Contudo, a integração do esporte como ferramenta de reabilitação ainda é um desafio a ser enfrentado.
A necessidade de uma política pública estruturada é evidente, com o objetivo de levar o esporte aos Centros Especializados em Reabilitação (CERs) do SUS, garantindo o acesso ao esporte como um direito básico de saúde e cidadania.
Recentemente, o Ministério do Esporte lançou o Programa Vencer pelo Esporte, que visa integrar cuidado, inclusão e desenvolvimento esportivo. Um acordo com o Ministério da Educação permite a atuação direta do Ministério do Esporte no Instituto Santos Dumont, inserindo o esporte na Rede de Cuidados da Pessoa com Deficiência do SUS.
Atualmente, o Brasil possui 342 CERs, mas apenas 12% utilizam o esporte de forma estruturada, evidenciando a urgência de ações nesse sentido. O Acordo de Cooperação Técnica entre os ministérios do Esporte e da Saúde busca fortalecer o uso do esporte na reabilitação, incluindo formação de profissionais e apoio a programas existentes.
Com a integração entre Esporte, Saúde e Educação, o Instituto Santos Dumont se torna um polo de formação e inovação. O esporte, além de melhorar indicadores de saúde, transforma vidas e a percepção social sobre pessoas com deficiência.
O ministro do Esporte, André Fufuca, e o secretário nacional do paradesporto, Fábio Araújo, destacam que o esporte no Brasil é mais do que competição; é um recomeço e uma oportunidade de inclusão e dignidade.