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Botafogo e Eagle formalizam acordo para continuidade da recuperação judicial

Em assembleia realizada nesta quarta-feira, Botafogo, Eagle Bidco e o clube associativo firmaram um acordo que garante a continuidade do processo de recuperação judicial da SAF.
Foto: Divulgação / Botafogo

O Botafogo, por meio de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF), e a Eagle Bidco assinaram um acordo nesta quarta-feira (03) durante uma assembleia geral extraordinária (AGE). O objetivo do encontro foi pacificar as discussões em torno do processo de recuperação judicial da SAF alvinegra.

A assembleia contou com a presença de representantes das três partes envolvidas, sendo presidida por João Paulo Magalhães, presidente do clube social. Eduardo Iglesias, gestor atual da SAF, atuou como secretário, enquanto o advogado Daniel Calhman de Miranda representou a Eagle.

O acordo foi aprovado por unanimidade, considerando que a Eagle detém 90% das ações da SAF e o clube associativo possui os 10% restantes. A recuperação judicial é um passo crucial para que o Botafogo busque a revogação das punições impostas pela FIFA, que atualmente incluem cinco transfer bans devido a dívidas não quitadas com jogadores.

Na ata da assembleia, a necessidade de ratificar a autorização para a recuperação judicial foi destacada, assim como a permissão para que os administradores da SAF tomem as medidas necessárias, mesmo que um acordo anterior, conhecido como standstill, venha a ser rescindido.

O standstill é um acordo temporário que impede que as partes envolvidas façam novas petições nos processos em andamento, com duração inicial de 30 dias, podendo ser renovado por mais 30.

Na véspera da assembleia, a SAF expressou preocupação com uma petição da Eagle que solicitava a negativa do processo de recuperação judicial. Contudo, as partes conseguiram chegar a um entendimento que possibilitou a realização da AGE.

A confirmação da continuidade da recuperação judicial é vista como um passo importante para reduzir tensões entre as partes e demonstrar maior segurança jurídica no processo. O Botafogo incluiu R$ 1,2 bilhão em passivos na recuperação, o que suspendeu cobranças e execuções judiciais acumuladas devido a gestões anteriores. O próximo passo será a elaboração de um plano de pagamento aos credores.

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