Search

Austrália enfrenta maior choque energético da história

O governo australiano alertou sobre um choque energético sem precedentes, em meio a tensões no Oriente Médio e dificuldades no transporte de petróleo pelo estreito de Ormuz.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O governo da Austrália emitiu um alerta sobre o que pode ser o maior choque energético da sua história, em decorrência das crescentes tensões no Oriente Médio e dos desafios no transporte de petróleo pelo estreito de Ormuz. O ministro da Indústria e Ciência, Tim Ayres, descreveu a situação como "altamente volátil" durante uma entrevista à emissora ABC.

Esse alerta surge após um incidente em que um navio da Marinha dos Estados Unidos disparou contra uma embarcação que, segundo Washington, tentava furar o bloqueio imposto aos portos iranianos. Em resposta, militares iranianos afirmaram que o ataque violou um cessar-fogo entre Teerã e Washington e realizaram ataques com drones contra embarcações dos EUA.

No último sábado, o Irã impôs novamente um "controle rigoroso" sobre o estreito, um dia após anunciar sua reabertura. Simultaneamente, os Estados Unidos implementaram um bloqueio naval visando impedir a entrada e saída de mercadorias do país.

É por isso que o governo australiano tem defendido a redução e o fim das hostilidades — afirmou Ayres. Ele destacou que o governo está tomando medidas para reforçar a segurança no abastecimento de combustíveis e fertilizantes, tanto nacionalmente quanto na região, criando uma "reserva estratégica" para proteger a população dos impactos desse choque energético.

Apesar da gravidade da situação, Ayres minimizou as oscilações imediatas nos preços dos combustíveis, ressaltando que a situação continua em evolução.

É importante não focarmos nas variações diárias — declarou.

A estratégia do governo australiano envolve garantir o fornecimento de energia no curto prazo e fortalecer a economia a longo prazo, com investimentos para ampliar a capacidade industrial e energética do país. O ministro não confirmou se haverá extensão de medidas temporárias de alívio no custo de vida, como reduções de impostos sobre combustíveis.

Nos mercados asiáticos, os preços do petróleo registraram alta, com o barril do tipo West Texas Intermediate (WTI) subindo cerca de 7%, sendo negociado a US$ 90,05. O Brent, referência global, também teve um aumento de 6,06%, alcançando US$ 95,86. Chris Weston, analista da corretora Pepperstone, atribuiu a alta à apreensão de um navio iraniano pelas forças americanas, seguida de promessas de retaliação por parte do Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou que sua administração terá "mais informações

sobre a situação no estreito de Ormuz em breve, enfatizando que o Irã

não pode chantagear" os EUA.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE