Search

Audiência do USTR conta com 13 defensores de tarifas sobre produtos brasileiros

A audiência do USTR, marcada para 6 de julho, terá 13 inscritos a favor da taxação de produtos brasileiros. Entre os participantes, estão Flávio Bolsonaro e Paulo Figueiredo.
Foto: Metropoles

No dia 6 de julho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) realizará uma audiência para discutir a proposta de taxar produtos brasileiros em 25%. Até o momento, 84 pessoas estão inscritas, sendo que 13 manifestaram interesse em defender as tarifas.

Entre os participantes estão o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o influenciador Paulo Figueiredo, ambos com participação individual no processo. O levantamento indica que os defensores das tarifas são compostos por empresas e associações norte-americanas que alegam prejuízos decorrentes do mercado brasileiro.

Esses grupos representam diversos setores, incluindo etanol, proteína bovina e produção de aço. A lista de inscritos a favor das taxas inclui: Obelisk Tech Systems Inc, Cleveland-Cliffs Inc, Fundo Jurídico de Ação de Pecuaristas e Criadores de Gado da América (R-CALF USA), Steel Manufacturers Association, Energy Workforce & Technology Council, Growth Energy, National Corn Growers Association (NCGA), Sugarbeet Growers Association (ASGA), U.S. Beet Sugar Association (USBSA), United States Cattlemen’s Association, Coalition of American Millwork Producers, Mesabi Metallics e U.S. Grains & BioProducts Council.

As tarifas foram sugeridas após uma investigação comercial do USTR, que acusa o Brasil de adotar práticas comerciais desleais, especialmente nas áreas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico. O órgão também menciona tarifas preferenciais, falhas no combate à corrupção e à proteção da propriedade intelectual, além de restrições ao mercado de etanol e a falta de repressão ao desmatamento ilegal.

Antes de serem implementadas, as tarifas precisam passar pela fase de audiência, onde empresas, associações e indivíduos podem apresentar argumentos sobre os impactos das medidas propostas. O processo faz parte da Seção 301 da legislação comercial dos EUA, que permite avaliar práticas consideradas injustificáveis e pode resultar em recomendações de medidas comerciais.

As empresas que apoiam as tarifas argumentam que enfrentam concorrência desleal no Brasil. Por exemplo, associações do setor de etanol criticam o programa RenovaBio, afirmando que ele favorece produtores brasileiros e cria barreiras para o etanol importado. No setor pecuário, alegações de que a produção de carne bovina no Brasil não é totalmente rastreável são apresentadas como justificativa para a taxação.

O governo brasileiro, por sua vez, não participará oficialmente da audiência. A avaliação do Itamaraty e do Palácio do Planalto é que não faz sentido discursar em um evento destinado à sociedade civil, já que existe um canal de diálogo direto com o governo dos EUA. No entanto, a embaixada do Brasil em Washington acompanhará a audiência, especialmente os discursos de Flávio Bolsonaro.

Além dos defensores das tarifas, diversas associações e entidades brasileiras e americanas também se inscreveram para se opor às taxações, argumentando que elas prejudicam empreendedores e a população dos EUA.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE