A jogadora de futebol universitária Rylie Kuyper, de 19 anos, enfrentou uma queda no rendimento físico que inicialmente atribuiu à falta de preparo. No entanto, os sintomas, que incluíam fadiga, falta de ar e coceira persistente, revelaram-se mais graves do que imaginava. O diagnóstico de linfoma de Hodgkin em estágio 2 veio após meses de sinais que foram ignorados.
Os primeiros indícios surgiram em julho de 2025, quando Rylie começou a sentir coceira no corpo, que associou a alergias. Com o tempo, a atleta notou que ficava sem fôlego com mais facilidade, o que interpretou como uma necessidade de intensificar os treinos. Apesar da rotina intensa de estudos e treinos, a situação se agravou em 12 de março deste ano, quando notou um caroço no pescoço ao voltar de férias de primavera.
Antes disso, em dezembro, ela já havia percebido um pequeno nódulo na mama. Após procurar atendimento médico, os exames revelaram que o nódulo era fibrose, mas o caroço no pescoço indicava um linfonodo inchado. A urgência para a realização de uma tomografia chamou a atenção da atleta, que foi liberada de um teste físico para o exame. Os resultados mostraram uma grande massa no tórax, levantando suspeitas de linfoma.
Após biópsias e novos exames, o diagnóstico foi confirmado: linfoma de Hodgkin em estágio 2, considerado desfavorável. O tratamento proposto inclui quimioterapia seguida de radioterapia. O linfoma de Hodgkin é um câncer que se origina no sistema linfático e pode manifestar-se de diversas formas, com sintomas que variam conforme a área afetada.
Os sintomas iniciais, como coceira e fadiga, podem ser confundidos com condições menos graves, mas a persistência e o surgimento de caroços no corpo devem ser investigados. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) recomenda que, diante de sinais como ínguas indolores, febre, suores noturnos e perda de peso inexplicada, uma avaliação médica seja buscada.
Rylie compartilhou seu diagnóstico nas redes sociais e tem recebido apoio de familiares, colegas de equipe e pessoas que também enfrentam o câncer. Atualmente, ela está em tratamento e afastada dos treinos competitivos, mas tenta manter pequenas rotinas para preservar a sensação de normalidade durante a quimioterapia e radioterapia.