Um atentado suicida, realizado por um homem-bomba em um triciclo carregado de explosivos, resultou na morte de pelo menos nove pessoas e feriu outras 34 no noroeste do Paquistão. O ataque, ocorrido na terça-feira, foi confirmado pela polícia local.
Este incidente se dá poucos dias após um ataque semelhante em Bannu, onde um carro-bomba atingiu um posto de controle policial, resultando na morte de 15 policiais. Muhammad Sajjad Khan, um alto responsável da polícia, informou que o homem-bomba se aproximou de dois agentes antes de detonar os explosivos.
Após o atentado em Bannu, o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão convocou o diplomata afegão em missão no país, alegando que o ataque foi orquestrado por terroristas que residem no Afeganistão. A província de Khyber Pakhtunkhwa, onde ocorreram os ataques, é frequentemente alvo de atentados reivindicados por grupos insurgentes.
O governo paquistanês acusa o Afeganistão de abrigar esses grupos, uma alegação que é negada por Cabul. O conflito entre os dois países, que se intensificou desde o retorno do Talibã ao poder em 2021, tem gerado uma escalada de violência na região.
Um relatório da ONU, divulgado na mesma data, revelou que o conflito resultou na morte de 372 civis afegãos entre janeiro e março de 2026. O documento também destaca que o número real de vítimas pode ser muito maior, uma vez que muitos corpos não puderam ser identificados devido à gravidade dos ferimentos.
A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (Unama) recomenda que as autoridades afegãs estabeleçam um registro de pessoas desaparecidas e evitem ataques em áreas densamente povoadas, além de investigar possíveis violações do direito humanitário.