A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu adiar a análise do recurso da Química Amparo, responsável pela marca Ypê, que contesta a suspensão da fabricação e venda de seus produtos. O anúncio foi feito durante a 8ª Reunião Ordinária da agência.
O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, informou que o recurso foi retirado da pauta e será reavaliado na próxima sexta-feira. Ele destacou que a Anvisa e a Ypê têm mantido reuniões técnicas para abordar os riscos sanitários associados aos produtos.
Safatle também mencionou que a Ypê deve apresentar, na quinta-feira, medidas para corrigir as irregularidades identificadas em uma fiscalização realizada em abril. Durante essa inspeção, foram encontradas 76 não conformidades, incluindo a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em diversos lotes.
O presidente da Anvisa reiterou a recomendação para que os consumidores evitem o uso de produtos com lotes terminados em 1, devido à contaminação. A empresa, por sua vez, afirmou estar colaborando com a Anvisa para resolver a situação e apresentou um plano de ação atualizado.
Em comunicado, a Ypê destacou que está fornecendo informações detalhadas e laudos técnicos sobre as verificações em seus processos de fabricação. A empresa também solicitou a manutenção da suspensão até que todas as medidas corretivas sejam implementadas.
A Anvisa, em nota, informou que a fábrica intensificou esforços para atender a 239 ações corretivas necessárias para cumprir as exigências da vigilância sanitária. As medidas incluem inspeções programadas para os anos de 2024 e 2025.
No dia 7, a Anvisa havia suspendido a fabricação e comercialização de produtos da Ypê com numeração final 1, devido a descumprimentos significativos nas etapas críticas do processo produtivo. A presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa é um dos principais problemas identificados, representando riscos à saúde, especialmente para pessoas imunocomprometidas.