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Abelardo de la Espriella suspende transição e acusa Petro de golpe

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, suspendeu a transição de poder e acusou Gustavo Petro de tentar um golpe de Estado após a derrota de seu candidato, Iván Cepeda, nas eleições de junho.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O clima político na Colômbia se intensificou após a suspensão da transição de poder pelo presidente eleito, Abelardo de la Espriella, nesta terça-feira (7). Ele acusou o atual presidente, Gustavo Petro, de tentar dar um golpe de Estado, alegando que Petro não reconheceu sua vitória nas eleições.

De la Espriella afirmou que Petro e seu aliado, Iván Cepeda, que perdeu o segundo turno das eleições, estão tentando permanecer no poder por meio de manobras ilegítimas.

Petro, assumindo a autoridade que pertence ao órgão eleitoral, recusou-se a reconhecer minha eleição e declarou que não reconhece minha vitória — disse.

As declarações de Petro, feitas em seu perfil na rede social X, reforçaram a tensão. Ele afirmou que

o presidente da Colômbia não reconhece a legitimidade do novo governo

e que a vitória deveria ser atribuída a Cepeda.

Esse episódio marca mais um capítulo de uma campanha eleitoral marcada por retórica agressiva. De la Espriella, que se posiciona como ultradireitista, fez promessas contundentes, como deportar Petro para os Estados Unidos e criticou a contagem de votos.

Cepeda, por sua vez, quebrou a tradição de reconhecer o vencedor das eleições imediatamente após a apuração preliminar, optando por fazê-lo três dias depois, levantando ressalvas sobre a legitimidade do processo. Ele denunciou a suposta ingerência estrangeira, referindo-se ao apoio do governo dos Estados Unidos a De la Espriella.

Apesar das alegações de irregularidades, observadores nacionais e internacionais, incluindo a missão da União Europeia e o Carter Center, atestaram a segurança e a transparência do pleito, afirmando que a eleição ocorreu de forma pacífica e organizada.

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