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Críticas ao Visto Concedido a Flávio Bolsonaro pelo Governo Trump

O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA criticou a concessão de visto a Flávio Bolsonaro, destacando a disparidade na política migratória em relação a refugiados de conflitos.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A decisão do governo de Donald Trump de conceder visto ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro gerou reações negativas por parte do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. O comitê, vinculado aos democratas, expressou sua indignação nas redes sociais, comparando a política migratória atual com o tratamento dado a Flávio e sua família.

Em um post no X, o comitê destacou a contradição entre a recusa de asilo a pessoas fugindo de conflitos, como no Sudão e no Haiti, e a concessão de vistos a Flávio Bolsonaro.

Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou de conflitos no Haiti, mas [o secretário de Estado Marco] Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro

, afirmaram.

O parlamentar democrata Joaquin Castro também se manifestou, afirmando que

perder as eleições não é motivo para asilo

, referindo-se à recente derrota de Flávio na corrida presidencial. Ele ressaltou que, apesar das investigações por corrupção e lavagem de dinheiro que Flávio enfrenta no Brasil, o governo Trump está permitindo sua entrada no país.

Flávio Bolsonaro, sua esposa e filhas chegaram a Miami após cruzar a fronteira com a Argentina e pegar um voo para os Estados Unidos. A confirmação de sua fuga foi dada por um aliado próximo e uma fonte do governo americano. O senador não cumpriu o prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para entregar seus passaportes à Polícia Federal.

Em um vídeo, Flávio havia negado a intenção de deixar o Brasil, afirmando que permaneceria para organizar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito recentemente. No entanto, a decisão do STF exigindo a entrega de seus passaportes foi motivada por um inquérito que investiga Flávio por lavagem de dinheiro.

A determinação de Alexandre de Moraes ocorreu após declarações de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, sugerindo que ele deveria deixar o país caso perdesse a eleição e liderar a oposição do exterior.

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