O ex-candidato à Presidência da República, Renan Santos, expressou críticas à decisão de Flávio Bolsonaro de liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos. Santos argumentou que essa estratégia não traz benefícios ao Brasil e representa uma tentativa de confrontar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva à distância.
Em sua declaração, Renan afirmou:
Eu sou oposição natural ao governo Lula, mas o Brasil não ganha em nada com esta oposição EaD sendo feita lá dos Estados Unidos para atender no fundo ao interesse americano aqui. Eu estou aqui, vou lutar daqui e vou pagar as consequências das minhas ações.
Após chegar a Miami, Flávio Bolsonaro se autodenominou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, alegando fraude eleitoral e se apresentando em exílio. Ele também agradeceu ao ex-presidente Donald Trump e ao povo dos Estados Unidos.
Renan Santos comparou a postura de Flávio à de Juan Guaidó, político venezuelano que se declarou presidente interino em 2019. No entanto, ele destacou que a situação no Brasil é diferente, uma vez que o PL continua operando normalmente.
Santos criticou ainda a contradição nas críticas de Flávio ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, que foi apoiado pelo senador durante sua sabatina no Congresso.
O ex-candidato também questionou a durabilidade do apoio de Trump a Flávio, sugerindo que o presidente norte-americano prioriza interesses comerciais e pode se distanciar do senador se este se tornar um problema para os negócios dos EUA no Brasil.
Apesar das críticas, Renan não acredita que a iniciativa de Flávio represente um risco à democracia brasileira, mas considera sua atuação política a partir do exterior ineficaz.
Flávio Bolsonaro foi derrotado no segundo turno das eleições, recebendo 48,21% dos votos, enquanto Lula obteve 51,79%. O resultado foi reconhecido pela oposição e pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Fonte: Polemicaparaiba