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Pesquisas eleitorais e a reeleição de Lula: um contraste inesperado

A reeleição de Lula, confirmada no último domingo, surpreendeu ao contrariar a maioria das pesquisas realizadas na reta final do segundo turno, que indicavam Flávio Bolsonaro à frente.
Foto: Reprodução

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo (25) trouxe à tona um contraste com as previsões da maioria das pesquisas eleitorais realizadas na reta final do segundo turno. Entre os 16 levantamentos nacionais divulgados entre quinta-feira (22) e sábado (24), 14 mostraram o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente, enquanto apenas duas pesquisas, da Vox Brasil e da Colectta, indicaram vantagem para o petista.

Dentre os levantamentos que mais se aproximaram do resultado oficial, a pesquisa Vox Brasil, divulgada na sexta-feira (23), destacou-se por apresentar a menor diferença em relação ao resultado das urnas. O instituto estimou que Lula teria 50,6% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro ficaria com 49,4%. Na apuração final, Lula obteve 51,79% dos votos, contra 48,21% do senador, resultando em uma diferença de apenas 1,19 ponto percentual entre as estimativas e os resultados finais.

A pesquisa Colectta, divulgada no dia seguinte, também apontou Lula à frente, com 50,3% dos votos válidos, enquanto Flávio registrou 49,7%. No resultado oficial, Lula recebeu 64.256.232 votos, correspondendo a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro somou 59.826.041 votos, ou 48,21%, resultando em uma diferença de 4.430.191 votos.

Esse resultado evidencia a complexidade de prever o desfecho de uma disputa acirrada, uma vez que as pesquisas refletem as intenções de voto no momento em que as entrevistas são realizadas, sem garantir o resultado das urnas.

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