Em uma decisão recente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que a execução de Nidal Hasan, condenado pelo ataque a tiros que resultou na morte de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, não será transmitida ao vivo. A execução está agendada para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento, marcando a primeira desse tipo em mais de 60 anos.
Hasan, ex-psiquiatra do Exército, foi considerado culpado em um julgamento militar pelo ataque, que também deixou 32 feridos e foi supostamente inspirado pela Al Qaeda. Em uma postagem na rede social Truth Social, Trump descreveu Hasan como um "traidor, extremamente mau e perverso", e argumentou que a transmissão da execução poderia servir como um exemplo para o mundo sobre a forma como os EUA lidam com terroristas. No entanto, ele acrescentou que pessoas bem-intencionadas prefeririam não assistir ao evento por meio de um recurso visual.
A possibilidade de transmitir a execução gerou críticas, incluindo questionamentos de aliados políticos, como o vice de Trump, J. D. Vance, e preocupações de líderes religiosos e observadores internacionais. Após as reações, Trump não confirmou a iniciativa de transmissão.
Se a execução ocorrer, será a primeira desde 1961, conforme informações do grupo Death Penalty Action, que se opõe à pena capital. A última execução militar registrada foi por enforcamento, enquanto a última por pelotão de fuzilamento aconteceu em novembro de 1945.
No último domingo, o secretário de Segurança Nacional, Markwayne Mullin, afirmou que a transmissão ao vivo da execução não representaria um risco adicional à segurança dos EUA. Ele destacou que a punição seria proporcional ao crime, enfatizando que os EUA agirão contra aqueles que atacam o país.
Hasan justificou suas ações como uma retaliação às guerras dos EUA em países muçulmanos. Durante o ataque, ele teria gritado "Allahu Akbar". Após ser baleado pela polícia, Hasan ficou parcialmente paralisado e agora utiliza uma cadeira de rodas.
A decisão de não transmitir a execução se alinha a um padrão do governo Trump, que frequentemente anunciou medidas controversas, mas recuou diante de pressões políticas e reações negativas. Pesquisas indicam que a maioria dos americanos é contrária à transmissão ao vivo da execução.
Fonte: Noticiasaominuto