O senador eleito João Azevêdo, que preside o PSB na Paraíba, participou de uma reunião da Executiva Nacional do partido em Brasília, onde anunciou que o debate sobre a formação de uma federação com outras legendas de centro-esquerda já foi iniciado. O objetivo é fortalecer o campo progressista em resposta à rearticulação da extrema-direita no país.
Azevêdo destacou que, apesar do PSB ter se consolidado como a segunda força progressista com maior capilaridade no Brasil, é necessário unir forças com partidos que não conseguiram superar a cláusula de barreira. Ele expressou seu empenho na vitória do presidente Lula (PT) no segundo turno e manifestou entusiasmo com a mobilização social em prol da derrota do candidato da direita, Flávio Bolsonaro (PL).
Em sua primeira visita ao Senado após a eleição, Azevêdo foi recebido por Ilana Trombka, diretora-geral da Casa, e reencontrou colegas governadores e senadores. Ele compartilhou sua alegria ao presenciar a aprovação do fim da escala 6×1 no Senado, agradecendo aos paraibanos que confiaram nele.
O ex-governador também defendeu a implementação de uma mini-reforma política na próxima legislatura, visando acomodar a representação de partidos que desejam assento no Congresso e exigem regras mais democráticas. Ele reafirmou seu compromisso com as pautas defendidas na Paraíba durante a campanha ao lado do governador eleito Lucas Ribeiro, do PP.
Azevêdo pretende focar seu mandato em questões práticas, distantes de disputas de poder vazias, e ressaltou que a polarização ideológica no Brasil é prejudicial. Ele acredita que a reeleição de Lula é essencial para a continuidade de políticas públicas que atendem à sociedade, afirmando que o bolsonarismo deve ser derrotado nas urnas.
O senador eleito lamentou que o debate político ainda esteja centrado na distribuição de recursos do Fundo Partidário e na cláusula de desempenho. Ele argumentou que a mini-reforma política poderia promover um ajuste mais igualitário para os partidos que defendem propostas de interesse público. Azevêdo também propôs a criação de um Sistema Único de Segurança Pública, financiado por recursos constitucionais, para aliviar a carga financeira sobre os Estados.
Além disso, ele se comprometeu a atuar como uma ponte para atrair investimentos e recursos para a Paraíba e o Nordeste, especialmente no setor de energias limpas.
Fonte: Polemicaparaiba