A implementação da Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT) no Hospital Regional de Cajazeiras (HRC) representa um passo significativo para a descentralização da captação de órgãos no estado. Em entrevista ao programa Olho Vivo, profissionais de saúde discutiram o funcionamento do serviço e a importância do diálogo familiar sobre a doação de órgãos.
A iniciativa visa expandir a atuação da Central de Transplantes da Paraíba para o interior, facilitando o acesso a vítimas de traumas cranianos, frequentemente resultantes de acidentes na região. A médica intensivista Thays Gomes enfatizou a necessidade de esclarecer à população o diagnóstico de morte encefálica, desmistificando conceitos errôneos.
Thays Gomes destacou que a e-DOT é um avanço não apenas para Cajazeiras, mas para toda a Paraíba, e explicou que a morte encefálica é um diagnóstico rigoroso, realizado por uma equipe multidisciplinar. Após a confirmação, a equipe aborda a família sobre a possibilidade de doação de órgãos.
Ela também abordou a alocação de receptores, esclarecendo que não se trata de uma fila rígida, mas de uma lista que prioriza pacientes com base em suas condições de saúde. A enfermeira Elis Bezerra ressaltou a importância de quebrar barreiras culturais e promover a conscientização sobre a doação de órgãos no Sertão paraibano.
Elis enfatizou que o trabalho da e-DOT requer um preparo contínuo e planejamento, com foco na educação da população para colher resultados a longo prazo. O atendimento multiprofissional e o papel da família são fundamentais nesse processo.
Fonte: Diariodosertao