Na manhã de quarta-feira, a cidade de Cajazeiras, na Paraíba, foi o cenário de uma significativa passeata organizada por estudantes e professores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). O evento, que teve como foco a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, percorreu o centro da cidade e culminou na Rua 13 de Maio, reunindo uma multidão que empunhava bandeiras, cartazes e faixas em defesa da educação pública, dos direitos trabalhistas e da democracia.
Intitulada “Lulaço”, a mobilização contou com a participação de diversos segmentos da comunidade acadêmica e de representantes de movimentos sociais. Em entrevista, a secretária de gênero do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFCG, Izabelle Furtado, destacou a pluralidade do ato e agradeceu a presença de estudantes, professores e familiares, que somaram mais de duas mil pessoas em defesa da educação e contra o sucateamento das instituições de ensino.
Izabelle enfatizou as pautas trabalhistas e políticas do protesto, afirmando:
A mensagem que nós queremos passar para a população de Cajazeiras e para o Brasil é de que estamos na rua em defesa dos trabalhadores, contra a escala 6 por 1. Também lutamos por mais bolsas, por mais assistência estudantil, pelas cotas.
A professora Neidinha Alves, militante da Marcha Mundial das Mulheres, ressaltou a importância da vigilância em relação aos direitos garantidos pela Constituição Federal, afirmando que a presença popular é crucial em momentos delicados.
Quando um candidato diz que vai fazer uma mudança profunda na Constituição, o sinal de alerta acendeu na nossa consciência — declarou.
Os participantes da passeata consideraram o ato um compromisso coletivo com o futuro do país. Gustavo Moraes, estudante de História na UFCG, expressou a importância do engajamento dos jovens:
Acredito que o principal motivo da gente ocupar as ruas hoje é que a gente consiga deitar a cabeça sabendo que vai poder sonhar com um amanhã melhor.
Ao final do evento, a professora Lígia Calado, do curso de Letras da UFCG, avaliou o impacto da passeata de forma emotiva, celebrando a participação da comunidade:
Foi bonito, foi feliz! Cajazeiras demonstrando esse espaço que sempre ocupou na militância.
Ela também destacou o caráter espontâneo do movimento estudantil na região, afirmando que as manifestações começaram antes de qualquer orientação de campanha.
Fonte: Diariodosertao