Na madrugada de quarta-feira, a Rússia realizou um dos mais intensos ataques com mísseis em sua guerra contra a Ucrânia, resultando na morte de pelo menos 25 pessoas e agravando a crise energética do país invadido em 2022.
O ataque mais letal ocorreu em Priluki, onde um míssil atingiu um prédio residencial, matando ao menos 19 pessoas, incluindo cinco crianças, e ferindo outras 55.
O presidente Volodimir Zelenski informou que foram lançados 70 mísseis, a maioria balísticos, que são mais difíceis de interceptar. Ele mencionou que um dos principais alvos foi a infraestrutura energética da Ucrânia, relatando também seis mortes em Kiev e outras regiões.
Zelenski destacou que houve uma maior interceptação dos drones a jato que participaram do ataque, com um índice de abates aumentando de 50% para 80% em comparação com ações anteriores.
Apesar disso, o governo ucraniano ainda enfrenta uma escassez de mísseis de interceptação para seus sistemas Patriot, com a Força Aérea estimando a necessidade de pelo menos mais 300 mísseis para proteger a capital durante a campanha de inverno.
De acordo com o monitor americano Acled, este é o ano mais violento da guerra para civis, com uma média de 15 mortes diárias na Ucrânia em setembro.
Os ataques continuaram pela manhã, resultando em apagões em várias regiões e a instalação de telas antidrone em pontes de Kiev, que se tornaram novos alvos.
Zelenski também mencionou a suspeita de que a Rússia atacará usinas termelétricas e hidrelétricas, referindo-se ao ataque como um 'presente de aniversário' para Vladimir Putin, que completou 74 anos na mesma data.
Em resposta, um drone aquático ucraniano atingiu uma embarcação russa no mar Negro, provocando um incêndio visível a quilômetros de distância.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, contatou Putin para discutir a garantia da livre navegação no mar Negro, enquanto a Ucrânia continua sua campanha de ataques assimétricos com drones e mísseis de cruzeiro.
Recentemente, uma pesquisa do centro independente Levada indicou que a tendência de queda no apoio à guerra na Rússia foi interrompida, com 70% da população apoiando a continuidade do conflito.
O Kremlin criticou um teste de míssil nuclear realizado pela França, afirmando que tal ação leva a um 'beco sem saída' e que os problemas devem ser resolvidos pelo diálogo.
Fonte: Noticiasaominuto