A China reiterou seu compromisso em apoiar Cuba, independentemente das transformações no cenário internacional. Essa afirmação fortalece a aliança entre os dois países e reflete a oposição de Pequim às sanções impostas pelos Estados Unidos à ilha.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, destacou que a amizade entre China e Cuba tem sido mantida ao longo dos 66 anos de relações diplomáticas. Ele afirmou que a China continuará a apoiar Cuba na busca por um desenvolvimento socialista que atenda às suas condições.
Guo também enfatizou que Pequim defenderá a soberania nacional de Cuba e se oporá a interferências externas. Essa declaração foi feita após o vice-presidente chinês, Han Zheng, participar da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, onde criticou o que chamou de 'confronto entre blocos' e a 'mentalidade de Guerra Fria'.
Durante seu discurso, Han defendeu a resolução de conflitos internacionais por meio do diálogo e da cooperação, reafirmando a posição de Pequim contra o embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba. A questão do embargo foi novamente abordada na Assembleia Geral da ONU.
A manifestação da China ocorre em um contexto de crise energética em Cuba, que enfrenta dificuldades no abastecimento de energia e produtos essenciais. O governo cubano atribui parte dessas dificuldades às sanções de Washington, enquanto críticos apontam problemas estruturais da economia como fatores relevantes.
Pequim tem condenado as sanções dos Estados Unidos, classificando-as como coerção econômica, e defende que Cuba deve ter a liberdade de escolher seu próprio modelo político e econômico.
Fonte: Noticiasaominuto