Os houthis, grupo rebelde apoiado pelo Irã, avançaram rapidamente e assumiram o controle de toda a costa do Iêmen no mar Vermelho, incluindo o estratégico estreito de Bab el-Mandeb. Relatos indicam que os rebeldes entraram em várias cidades e ilhas da região.
Imagens de satélite mostraram uma coluna de fumaça saindo de um oleoduto que conecta os campos de petróleo sauditas ao porto de Yanbun, no mar Vermelho. A operadora estatal Aramco não confirmou a causa do incêndio, mas um ataque houthi poderia comprometer uma rota crucial de desvio de petróleo.
O avanço dos houthis começou com a captura do porto de Mokha, na província de Taiz, e se estendeu para Dhubab e a ilha de Perim, além de vilarejos costeiros. Os houthis também acusaram forças sauditas de bombardear o aeroporto de Mokha, com relatos de mísseis atingindo a cidade, embora sem confirmação independente.
O governo do Iêmen, que foi expulso de Sanaa pelos houthis em 2014, afirmou que suas forças se retiraram para se reagrupar. Autoridades em Áden mencionaram a possibilidade de uma contraofensiva, mas a iniciativa atual parece estar com os houthis, que desde 2022 estavam em um cessar-fogo informal.
Desde julho, os houthis reativaram a guerra, realizando ataques a cidades sauditas e causando um aumento nos preços do petróleo, que já flutuam acima de US$ 100 o barril do tipo Brent. O controle do estreito de Bab el-Mandeb pelos houthis pode fortalecer a posição do Irã nas negociações sobre o conflito.
O estreito de Bab el-Mandeb é vital para o tráfego marítimo, incluindo a exportação da China para a Europa. Os houthis prometeram manter o tráfego livre para embarcações não relacionadas à Arábia Saudita, embora isso represente um desafio. Até o momento, os EUA não intervieram na situação.
O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, teria solicitado apoio a Trump, mas sem sucesso. A expectativa é que os ataques a solo saudita possam levar o reino a buscar ajuda de novos aliados militares, como Turquia e Paquistão.
Fonte: Noticiasaominuto