Em um recente debate entre candidatos ao Senado pela Paraíba, João Azevêdo (PSB) expressou críticas contundentes à gestão de Marcelo Queiroga no Ministério da Saúde, durante o governo de Jair Bolsonaro. A discussão surgiu quando Queiroga abordou propostas para combater a corrupção na saúde.
Azevêdo ressaltou que a legislação para punir desvios já existe, mas o problema reside na aplicação das normas. Ele aproveitou a oportunidade para destacar os investimentos realizados em sua gestão como governador, mencionando a redução das filas para cirurgias e a construção de novas unidades de saúde.
O governador afirmou que cerca de 282 mil pessoas que aguardavam procedimentos foram atendidas, afirmando:
Acabamos com a fila da vergonha, vidas transformadas de pessoas que esperavam seis anos, oito anos por uma cirurgia. Essa é a realidade do SUS hoje.
Azevêdo também citou importantes obras, como o Hospital da Mulher de João Pessoa e o Hospital de Trauma em Patos, reforçando seu compromisso com a saúde pública.
Durante o embate, Azevêdo criticou diretamente Queiroga, que foi ministro da Saúde entre 2021 e 2022, afirmando que ele teve a chance de ampliar investimentos na saúde da Paraíba, mas não aproveitou.
O senhor teve uma grande oportunidade de fazer pela Paraíba e não fez. Essa é a realidade, — declarou.
Queiroga, por sua vez, defendeu sua gestão, mencionando a inclusão de medicamentos no programa Farmácia Popular e questionando Azevêdo sobre a atuação do Consórcio Nordeste durante a pandemia. Ele também destacou a distribuição de vacinas contra a Covid-19.
O debate sobre corrupção na saúde foi acirrado, com Queiroga defendendo a criação de uma legislação mais rigorosa para punir casos de corrupção. Azevêdo, em resposta, afirmou que já existem mecanismos legais para responsabilizar os envolvidos e que, ao assumir o governo, implementou intervenções em hospitais administrados por organizações sociais.
A discussão se intensificou quando Queiroga questionou Azevêdo sobre investigações de corrupção durante seu governo, ao que o governador respondeu que os processos estão sob a responsabilidade da Justiça.
Fonte: Polemicaparaiba