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Trump anuncia remoção de minas no estreito de Hormuz

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que todas as minas no estreito de Hormuz foram removidas e alertou o Irã sobre consequências para novas instalações. A navegação na região permanece crítica.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que todas as minas presentes nas águas internacionais do estreito de Hormuz foram detonadas ou removidas. Em sua declaração, Trump alertou que qualquer embarcação que tente instalar novas minas será destruída.

Por meio de uma postagem na rede social Truth Social, Trump destacou que a Força Espacial dos EUA está monitorando a área de forma rigorosa, enfatizando a importância do estreito para a cadeia global de abastecimento de energia.

Está em pleno vigor uma política de tolerância zero à instalação de minas — afirmou.

Embora não tenham ocorrido ataques aéreos entre Washington e Teerã nas últimas semanas, os ataques a embarcações no estreito continuam, refletindo a disputa pelo controle da passagem marítima. A movimentação de navios comerciais na região é alarmantemente baixa, com apenas dois cargueiros transitando no dia 24, o menor número desde maio.

As autoridades iranianas afirmam que o estreito não será totalmente reaberto até que os Estados Unidos atendam a suas exigências, que incluem a suspensão do bloqueio naval, a retirada de sanções sobre o petróleo iraniano e a liberação de ativos no exterior.

O regime iraniano possui um arsenal de cerca de 2.000 minas navais, utilizadas desde a década de 1980, que podem ser acionadas por contato ou por detecção de embarcações. Modelos mais modernos são ativados por alterações no campo magnético ou pressão da água.

Em uma reunião em Teerã, o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi, e o chanceler iraniano Abbas Araghchi discutiram a criação de um "corredor temporário por Hormuz" e um projeto de desminagem. O comunicado conjunto indicou que as negociações para uma solução permanente continuarão.

Na segunda-feira, o fluxo de petróleo pelo estreito foi de 5 milhões de barris por dia, bem abaixo dos mais de 20 milhões registrados antes do início do conflito, representando cerca de um em cada cinco barris consumidos globalmente.

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