O Irã manifestou sua intenção de resistir à recente ampliação das sanções impostas pelos Estados Unidos, assegurando que seus principais parceiros comerciais não cederão à pressão. A declaração foi feita em um contexto de crescente tensão entre os dois países, com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciando novas medidas sem impor as sanções mais rigorosas.
Bessent alertou que países que continuassem a negociar com o Irã poderiam ser excluídos do sistema financeiro baseado no dólar, mas não especificou quais nações seriam afetadas, dando-lhes um tempo para se adaptarem às novas diretrizes.
Abbas Golroo, líder da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento iraniano, revelou que o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, havia enviado uma mensagem dos EUA ao Irã, com o objetivo de reiniciar o processo político estagnado.
O Departamento do Tesouro dos EUA incluiu 60 indivíduos, entidades e embarcações na lista de sanções, mas não mencionou instituições financeiras chinesas que poderiam estar facilitando o comércio de petróleo iraniano. Bessent enfatizou que as sanções dos EUA se aplicam a todos, incluindo bancos chineses.
A China, que tem sido a principal compradora de petróleo do Irã, afirmou que sua cooperação com Teerã é legítima e deve ser respeitada. Apesar das sanções, os preços do petróleo caíram, com o mercado reagindo cautelosamente à situação.
Em um incidente separado, um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado próximo ao Estreito de Ormuz, aumentando as preocupações sobre a segurança na região. O Irã já havia ameaçado retaliar militarmente e reduzir ainda mais suas exportações de petróleo em resposta às ações dos EUA.
As negociações entre o Irã e os EUA, que começaram com um acordo provisório em junho, falharam rapidamente, levando a um aumento das hostilidades. O Paquistão, atuando como mediador, relatou avanços nas conversas para evitar uma nova escalada e reabrir o Estreito de Ormuz.
Fonte: Noticiasaominuto