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Governo dos EUA critica retorno de María Corina Machado à Venezuela

O governo Trump desaprova as tentativas da líder oposicionista María Corina Machado de voltar à Venezuela após terremotos, alegando oportunismo político. A situação gera confusão interna e tensões.

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, manifestou críticas às tentativas da líder oposicionista venezuelana María Corina Machado de retornar ao país, especialmente após os terremotos de 24 de junho que resultaram em mais de três mil mortes.

Autoridades do governo americano, em declarações ao site Axios, afirmaram que a movimentação de Corina gerou "drama desnecessário

no Departamento de Estado, classificando a situação como

oportunismo político e grotesco".

De acordo com membros da administração, Machado estaria tentando associar sua imagem à ajuda humanitária oferecida pelos EUA, buscando uma oportunidade de aparecer em fotos enquanto distribui essa assistência. Um funcionário do governo destacou que a líder oposicionista deseja garantir sua segurança durante a viagem, sugerindo que sua presença ao lado de fuzileiros navais americanos a protegeria.

A tensão aumentou quando Corina sinalizou a autoridades americanas seu desejo de participar da gestão da ajuda humanitária após os terremotos. Um alto funcionário do governo expressou preocupação com a possibilidade de que sua atuação pudesse ser interpretada como uma tentativa de assumir o poder.

Embora o governo dos EUA afirme que sua posição oficial é "agnóstica" em relação ao retorno de Corina à Venezuela, as tentativas de viagem dela geraram confusão interna e problemas de comunicação com autoridades estrangeiras.

Machado, em um vídeo nas redes sociais, declarou seu desejo de voltar à Venezuela para ajudar os compatriotas, afirmando que o regime está tentando impedir seu retorno, assim como o de outros venezuelanos dispostos a colaborar.

Na última sexta-feira, María Corina tentou voar de Manassas, na Virgínia, para Curaçao, que serviria como ponto de partida para entrar na Venezuela. No entanto, uma falha de comunicação resultou na proibição do voo, que foi impedido de seguir seu plano.

No domingo, ela estava na Cidade do Panamá e tentou embarcar para Caracas, mas a Copa Airlines a impediu de entrar no voo, conforme noticiado.

Membros do governo Trump afirmam que a pressão de Machado sobre as autoridades americanas tem sido contraproducente, com um funcionário mencionando que a situação está causando estresse entre os envolvidos. Autoridades americanas expressam receio de que a atuação de Machado possa agravar as tensões políticas em um momento crítico de recuperação após o desastre.

Um terceiro funcionário ressaltou que o foco atual deve ser a coordenação dos esforços de recuperação, e não disputas políticas, afirmando que o Departamento de Estado está liderando o maior esforço de recuperação na Venezuela.

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