O governo dos Estados Unidos anunciou uma postura mais rigorosa em relação ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), classificando essas facções como organizações terroristas estrangeiras. A nova política, que se insere na estratégia antiterrorismo da administração do presidente Donald Trump, implica que cidadãos americanos e residentes permanentes poderão ser alvo de sanções caso mantenham relações financeiras ou prestem apoio a esses grupos.
Fontes do Departamento de Estado dos EUA informaram que realizar transações com membros do PCC ou do CV pode acarretar riscos legais, não apenas para estrangeiros, mas também para cidadãos americanos. Essa abordagem reforça o compromisso do governo em combater cartéis e organizações criminosas que ameaçam a segurança nacional.
Na quarta-feira (1º de julho), o Departamento do Tesouro dos EUA já havia implementado as primeiras sanções relacionadas a essa nova classificação. As medidas afetaram dois brasileiros, três empresas no Brasil e uma em Portugal, todos acusados de integrar uma rede de lavagem de dinheiro associada ao PCC. As autoridades afirmam que essa rede movimentou mais de 30 milhões de dólares provenientes de atividades ilícitas, incluindo o tráfico internacional de drogas.
Entre os sancionados estão Victor Henrique de Oliveira Shimada, identificado como um elo entre o PCC na Flórida e traficantes internacionais, e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, responsável pelo recolhimento de dinheiro e apoio logístico ao grupo. As empresas afetadas incluem Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda., Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda., Wave Construções Inteligentes Ltda. e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda.
Com a imposição dessas sanções, todos os bens e interesses dos indivíduos e empresas sancionados sob jurisdição dos EUA foram bloqueados. Além disso, cidadãos e instituições financeiras norte-americanas estão proibidos de realizar transações com os alvos das sanções.
As novas medidas também indicam que qualquer pessoa ou empresa que forneça apoio material ou realize operações financeiras com integrantes do PCC ou do CV poderá ser investigada e sujeita a sanções, incluindo restrições migratórias e deportação para estrangeiros.