O governo da Venezuela anunciou que o número de mortes decorrentes dos terremotos que atingiram o país em 24 de junho subiu para 2.645. Além disso, 12.666 pessoas ficaram feridas, e a situação se agrava com milhares de desalojados.
Os tremores, considerados os mais intensos registrados na Venezuela em mais de um século, causaram o desabamento de prédios e a destruição de casas, deixando um rastro de devastação na capital, Caracas, e em cidades vizinhas.
Em um comunicado, o Ministério da Comunicação e Informação informou que mais de 6 mil pessoas foram resgatadas e que 86 mil famílias receberam assistência. A presidente interina Delcy Rodríguez revelou que 15 mil pessoas estão desalojadas e que 189 edifícios desabaram completamente.
Rodríguez também destacou que cerca de 4 mil agentes foram mobilizados para as operações de socorro e que as buscas por sobreviventes continuam. O governo está em parceria com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para criar um fundo de US$ 200 milhões destinado à reconstrução das áreas afetadas.
As equipes de resgate, que incluem mais de 30 mil socorristas, estão trabalhando para localizar pessoas soterradas. Entre eles, 3,3 mil são de equipes internacionais, incluindo profissionais do Brasil.
A situação humanitária se torna crítica, com a escassez de alimentos e a falta de abrigo para muitos que permanecem nas ruas. O estado de La Guaira, o mais afetado, enfrenta uma grave crise de abastecimento e colapso dos serviços básicos.
Além dos desafios imediatos, especialistas alertam para uma possível crise de saúde pública, com o aumento de ferimentos não tratados e doenças infecciosas, agravadas pela escassez de médicos e recursos no sistema de saúde.