Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, parabenizou Keiko Fujimori pela sua recente vitória nas eleições presidenciais do Peru. A mensagem foi divulgada em suas redes sociais, onde ele destacou a importância da eleição e a força da democracia peruana.
Na publicação, Bolsonaro afirmou:
Parabéns à presidente eleita Keiko Fujimori pela vitória histórica no Peru! Sua trajetória de resiliência e a virada nas urnas mostram a força da democracia peruana. Que sua gestão traga segurança, prosperidade e o fortalecimento dos laços entre nossos países. A América do Sul se transformou nos últimos anos. A próxima peça nesse quebra-cabeças é o Brasil: a onda azul já chegou aqui também. A América do Sul tem futuro.
A vitória de Fujimori foi confirmada na última sexta-feira, 3 de julho, pelo Jurado Nacional Eleitoral (JNE), que é o órgão responsável pela supervisão das eleições no Peru. Keiko Fujimori obteve 9.223.396 votos, correspondendo a 50,135% do total, enquanto seu adversário, Roberto Sánchez, recebeu 9.173.755 votos, ou 49,865%.
Em sua primeira declaração após a confirmação da vitória, Fujimori reconheceu a divisão política do país, afirmando:
Estamos cientes de que o Peru está dividido, de que está praticamente partido ao meio
. A apuração dos votos, que ocorreu após a votação em 7 de junho, revelou uma polarização significativa, com apenas 49.641 votos separando os dois candidatos.
Sánchez, que se opôs a Fujimori no segundo turno, já manifestou sua intenção de contestar os resultados, alegando irregularidades na gestão das cédulas de votação e anunciando que levará o caso à Corte Internacional de Direitos Humanos.
A vitória de Keiko Fujimori representa uma mudança no cenário político da América do Sul, onde a direita tem ganhado espaço em relação à esquerda. Atualmente, oito dos doze países da região são governados por presidentes de direita, refletindo uma alteração no equilíbrio de poder que se intensificou nos últimos anos.
Fujimori assume a presidência em um contexto de instabilidade política, sucedendo José María Balcázar Zelada, que ocupou o cargo interinamente por apenas quatro meses. O Peru tem enfrentado uma série de crises políticas, com oito presidentes nos últimos oito anos, o que evidencia um dos períodos mais conturbados da sua história.