A onda de calor que afetou a Europa em junho resultou em pelo menos 1.028 mortes na Espanha, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (1º) pelo Instituto de Saúde Carlos III, localizado em Madri. Este número representa mais do que o dobro das 407 mortes registradas no mesmo mês de 2025, que até então havia sido considerado o junho mais quente desde o início da série histórica.
As estimativas de mortalidade são geradas por um sistema conhecido como "MoMo" (Monitoramento da Mortalidade), que analisa diariamente o número de óbitos no país e calcula a diferença entre a mortalidade real e a esperada com base em dados históricos.
A agência meteorológica espanhola Aemet informou que o primeiro semestre de 2026 foi o mais quente já registrado na Espanha, com uma temperatura média 1,6ºC acima do normal. Segundo a Aemet, os sete primeiros semestres mais quentes da série, que começou em 1961, ocorreram nos últimos dez anos.
Em um contexto semelhante, Portugal também enfrenta altas temperaturas. A cidade de Lisboa e a região de Setúbal estarão em alerta vermelho nesta quinta-feira (2), com previsões de calor extremo. O alerta será estendido na sexta-feira (3) para Leiria e Coimbra, onde as temperaturas podem atingir até 44°C.