Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, revelou que um composto gerado pela digestão de alimentos como romã, nozes e frutas vermelhas pode ter um papel protetor no intestino. A pesquisa, publicada na revista Nature Communications, destaca a urolitina A (UroA), uma substância formada pela microbiota intestinal durante a digestão desses alimentos.
Os cientistas descobriram que a urolitina A ativa um receptor específico nas células que revestem o intestino, desencadeando um mecanismo que fortalece a barreira intestinal e favorece o reparo de tecidos danificados. Essa descoberta é especialmente relevante para pessoas que sofrem de doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.
O intestino humano possui uma camada de células que atua como uma barreira, permitindo a absorção de nutrientes e impedindo a passagem de substâncias nocivas. No entanto, em condições inflamatórias, essa barreira pode ser comprometida, resultando em dor e outras complicações. A pesquisa sugere que a urolitina A pode ajudar a restaurar essa função protetora.
Além disso, os pesquisadores realizaram testes em células cultivadas em laboratório e em amostras de tecido intestinal de pacientes com doenças inflamatórias. Os resultados foram consistentes em todos os modelos, confirmando que a urolitina A ativa o mesmo mecanismo de proteção observado inicialmente.
Esses achados podem contribuir para uma melhor compreensão de como a alimentação e a microbiota intestinal interagem na saúde do intestino, ressaltando a importância de certos alimentos na promoção do bem-estar intestinal.