O desmatamento na Amazônia em maio de 2023 alcançou níveis próximos à mínima histórica, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O total de área desmatada foi de 370 km², enquanto a mínima para o mês, de 363 km², foi registrada em 2017.
Os dados do Deter, sistema do Inpe que monitora o desmatamento em tempo real, indicam que o cerrado também apresentou números significativos, com 776 km² de supressão vegetal. Apesar de ser um bioma menor que a Amazônia, o cerrado tem mostrado índices de desmatamento superiores.
Entretanto, o número de desmatamento no cerrado representa uma queda de aproximadamente 12% em comparação a maio do ano anterior e está próximo da mínima histórica de 701 km², registrada em 2020.
Os dados do Deter, que começaram a ser coletados para a Amazônia em 2015/2016 e para o cerrado em 2017/2018, não fornecem uma medida exata da área desmatada, mas ajudam a identificar tendências na supressão vegetal.
Nos meses anteriores, os índices de desmatamento têm sido consideravelmente mais baixos do que os registrados em anos anteriores, especialmente durante o governo de Jair Bolsonaro, que foi marcado por um aumento significativo na destruição da floresta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento na sede da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) em Brasília, mencionou a redução do desmatamento e criticou os Estados Unidos por utilizarem a questão ambiental como justificativa para tarifas comerciais.
Lula destacou que houve uma redução de 37,5% nos alertas de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2022 e maio de 2023, em comparação ao mesmo período anterior, e afirmou que esses dados refutam as acusações dos Estados Unidos sobre o desmatamento na região.
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, também comentou sobre os dados, afirmando que eles desmentem as alegações injustas sobre o desmatamento na Amazônia.