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Polícia Federal desmantela esquema de garimpo ilegal no Amapá

A Polícia Federal prendeu seis pessoas em Macapá, Amapá, por envolvimento em um esquema de garimpo ilegal de cassiterita, que movimentou mais de R$ 200 milhões.

Nesta quinta-feira, 18 de junho, a Polícia Federal (PF) deflagrou operações em Macapá, Amapá, visando desarticular um grupo criminoso suspeito de extração ilegal de cassiterita em garimpos clandestinos. A ação resultou na prisão de seis indivíduos.

As operações, denominadas Trato Sujo II e Trono de Ferro II, têm como objetivo desmantelar a organização criminosa que, segundo investigações, estaria lavando milhões de reais oriundos dessa atividade ilícita. Os suspeitos são acusados de explorar ilegalmente o minério em larga escala, utilizando um esquema para ocultar a origem dos recursos obtidos.

De acordo com as apurações, o grupo teria promovido o chamado "esquentamento" do minério extraído clandestinamente, totalizando mais de 670 toneladas de cassiterita. Para isso, utilizavam documentação fraudulenta para inserir a produção ilegal no mercado formal.

As investigações indicam que a organização movimentou valores superiores a R$ 200 milhões, causando sérios prejuízos à economia e danos ambientais. Entre os alvos da operação está Jaime, suposto chefe da organização, que seria responsável por financiar os garimpeiros e coordenar o processo de legalização do minério.

Jaime e sua companheira, Monique, estão foragidos. Monique é identificada como "laranja" no esquema e proprietária de uma empresa fantasma utilizada para movimentar os recursos. Marcelo Rica, sócio da empresa Tratho, foi preso e é apontado como responsável pela compra e comercialização da cassiterita ilegal.

Edegar dos Santos Ribeiro, contador das empresas de Jaime, e Ronaldo Carlos Maia e Fernando Magno, envolvidos no beneficiamento do minério, também estão entre os investigados. A operação é um desdobramento da primeira fase da Operação Trono de Ferro, realizada em fevereiro deste ano, que resultou em bloqueio de cerca de R$ 405 milhões em bens.

As medidas cautelares visam interromper as atividades criminosas e aprofundar a coleta de provas. Ao todo, foram bloqueados mais de R$ 650 milhões em bens no âmbito da investigação. Os envolvidos poderão responder por diversos crimes, incluindo organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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