Search

Testes da terapia CAR-T para lúpus e miastenia começam no Brasil

A terapia celular CAR-T, já utilizada no tratamento de câncer, será testada no Brasil para tratar lúpus e miastenia gravis, em parceria com instituições de pesquisa.
Foto: Terapia CAR-T será testada contra lúpus e miastenia no Brasil

A terapia celular CAR-T, conhecida por seu uso no tratamento de alguns tipos de câncer, será avaliada no Brasil para o tratamento de duas doenças autoimunes graves: lúpus eritematoso sistêmico e miastenia gravis generalizada. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o Instituto Butantan, o Hemocentro de Ribeirão Preto e a Universidade de São Paulo (USP).

Os ensaios clínicos, que ainda precisam passar pelas etapas regulatórias e obter a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), visam avaliar a segurança e a eficácia da terapia em pacientes com essas condições.

Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan, comentou sobre a importância da terapia celular, afirmando que

é um tratamento que tem revolucionado o combate ao câncer e às condições crônicas e autoimunes, pois age diretamente nas células afetadas por essas doenças

. Ele destacou que o objetivo da parceria é tornar essa tecnologia disponível para a população brasileira, inclusive pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A terapia CAR-T envolve a modificação genética dos linfócitos T, células do sistema imunológico que desempenham um papel crucial na defesa do organismo. Após a coleta das células do paciente, elas são alteradas em laboratório para reconhecer e atacar alvos específicos relacionados à doença. Essa abordagem, que surgiu nos Estados Unidos, já demonstrou resultados promissores em cânceres hematológicos, como leucemias e linfomas, e agora está sendo explorada para doenças autoimunes.

Se autorizados a iniciar os estudos, os pesquisadores planejam recrutar 16 pacientes adultos com lúpus e 10 com miastenia gravis generalizada. Os participantes serão selecionados entre aqueles atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. Os estudos focarão em pacientes que apresentem formas graves das doenças e que já tenham passado por pelo menos dois tratamentos convencionais sem sucesso.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE