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Ministério da Saúde amplia acesso ao fostensavir para HIV multirresistente

O Ministério da Saúde atualizou as diretrizes para o tratamento de HIV multirresistente, facilitando o acesso ao medicamento fostensavir para pacientes em necessidade.
Foto: Ministério da Saúde atualiza acesso a remédio de HIV multirresistente

O Ministério da Saúde (MS) anunciou, nesta quarta-feira (17/6), a atualização da nota técnica nº 68/2026, que visa facilitar a solicitação e autorização do tratamento com fostensavir para pessoas vivendo com HIV ou aids no Brasil. A medida busca ampliar as opções de tratamento para aqueles que enfrentam o vírus multirresistente, oferecendo alternativas mais eficazes.

Atualmente, os pacientes diagnosticados com HIV ou aids recebem medicamentos antirretrovirais (TARV) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que ajudam a controlar o vírus e a recuperar o sistema imunológico, permitindo uma expectativa de vida normal. Entre os tratamentos mais comuns estão o uso de um comprimido de dose única de Dolutegravir (50 mg) + Lamivudina (300 mg) ou o conhecido “coquetel” que combina Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz.

Com a nova atualização, o acesso ao fostensavir será facilitado, permitindo que pacientes com HIV-1 multirresistente recebam o medicamento mais cedo em sua trajetória terapêutica. As mudanças no protocolo incluem a ampliação das condições para solicitação do fármaco, que agora poderá ser requisitado por pacientes com histórico de uso de múltiplas classes de antirretrovirais, falha virológica confirmada e evidências de resistência a outros medicamentos.

Ao ampliar e qualificar o acesso ao fostensavir, fortalecemos nosso compromisso com a equidade e com a oferta das melhores opções terapêuticas disponíveis. É mais um passo para garantir cuidado de qualidade e melhores perspectivas de saúde para quem mais precisa — afirmou Artur Kalichman, coordenador-geral de Vigilância de HIV e Aids do Ministério da Saúde.

O Brasil possui um programa abrangente de tratamento e cuidado integral para pessoas vivendo com HIV, que inclui a disponibilização de antirretrovirais, Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), Profilaxia Pós-Exposição (PEP), além da distribuição de preservativos e autotestes em serviços de saúde em todo o país.

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