Nicholas Tartaglione, um ex-policial condenado por homicídio e ex-companheiro de cela de Jeffrey Epstein, revelou que o empresário tentou acabar com a própria vida pelo menos duas vezes durante seu tempo na prisão. As informações foram divulgadas em um artigo publicado pelo The New York Times Magazine.
Tartaglione contou que, em uma das ocasiões, acordou durante a noite e viu Epstein tentando amarrar um lençol na grade da janela da cela. Em outra situação, ele percebeu Epstein parado no escuro com uma expressão suspeita. Após essas tentativas, Tartaglione alertou os guardas sobre a situação, mas afirmou que eles não levaram suas preocupações a sério e chegaram a rir dele.
O artigo também menciona uma nota encontrada em julho de 2019, que foi divulgada este ano. Nela, Epstein expressava que era um privilégio poder escolher o momento certo para se despedir. Tartaglione encontrou essa nota escondida debaixo do colchão e, temendo um possível processo por parte de Epstein, decidiu entregá-la a seus advogados.
Bruce Barket, advogado de Tartaglione, destacou que sua obrigação era proteger o cliente. Após as tentativas de suicídio, Epstein ganhou um novo companheiro de cela, Efrain Reyes, que tentou convencê-lo a não tirar a própria vida. Reyes afirmou ter encontrado uma corda feita de lençóis que Epstein estava preparando e a jogou na privada.
Reyes foi transferido de cela e Epstein não recebeu um novo companheiro, o que contraria os protocolos para detentos que tentam suicídio. Reyes pediu aos guardas que providenciassem um bom companheiro para Epstein, afirmando que ele não deveria ficar sozinho. Na manhã do dia 10 de junho, Epstein foi encontrado morto em sua cela.