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Investigação revela rede de intimidação ligada a Daniel Vorcaro

A Polícia Federal identificou uma rede de intimidação envolvendo bicheiros, milícias e conexões internacionais, ligada ao empresário Daniel Vorcaro, durante investigações sobre fraudes no Banco Master.
Foto: Metropoles

A Polícia Federal (PF) desvendou uma complexa rede de intimidação que se estende além das fronteiras do Brasil, associada ao empresário Daniel Vorcaro. O grupo, conhecido como “A Turma”, possui ramificações em diversos estados e ligações com operadores do jogo do bicho no Rio de Janeiro.

De acordo com um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), em outubro de 2024, Vorcaro mobilizou essa rede para perseguir um DJ que residia em Miami, nos Estados Unidos, após uma desavença com um de seus filhos. O empresário teria prometido investir R$ 10 milhões na operação, que incluía planos para seguir o músico e provocar um incidente que resultasse em um flagrante forjado de drogas.

Os investigadores revelaram que o plano também contemplava a possibilidade de atrair o artista ao Brasil, oferecendo um contrato para uma apresentação no Rio de Janeiro. Uma vez no país, ele seria alvo de intimidações, supostamente orquestradas por milicianos e policiais.

A PF identificou Manoel Mendes Rodrigues como um dos principais operadores do esquema no Rio de Janeiro, que se autodenomina “empresário do jogo”. Ele liderava um braço da organização e, segundo a PF, o grupo poderia incluir outros operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais.

Em um episódio registrado em junho de 2024, integrantes da “Turma” foram a Angra dos Reis para intimidar ex-funcionários de Vorcaro. Eles procuraram Luis Felipe Woyceichoski, comandante de uma embarcação do banqueiro, e Leandro Garcia, ex-chefe de cozinha, ambos relatando ameaças durante as abordagens.

A coordenação das ações de intimidação era liderada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, que foi preso em março deste ano. Após sua prisão, ele cometeu suicídio. Os investigadores afirmam que ele era responsável por monitorar alvos e realizar operações de constrangimento.

O relatório também menciona que Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel, utilizou um número de telefone registrado na Colômbia após o início das investigações. Ele mantinha contato com o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, mesmo após as primeiras fases da Operação Compliance Zero.

Henrique foi preso em 14 de maio, durante a sexta fase da Operação, e é investigado por lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. As investigações continuam em andamento, com a PF analisando as conexões e atividades do grupo.

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