A educação infantil foi destacada como uma ferramenta essencial para a prevenção da violência de gênero durante a edição do projeto ‘Por Elas – no Enfrentamento à Violência’, promovido pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SPPM). O evento ocorreu na quarta-feira (10) no auditório do Centro Administrativo Municipal (CAM), localizado em Água Fria.
Com o objetivo de fortalecer a rede de proteção às mulheres e ampliar o diálogo sobre a violência doméstica, a programação incluiu palestras, seminários e rodas de conversa. Essas atividades visaram conscientizar sobre os impactos da violência na vida das mulheres e suas famílias, além de promover a troca de experiências entre profissionais que atuam na rede de atendimento.
A promotora de Justiça Artemise Leal, da 59ª Promotoria de Justiça de João Pessoa, foi uma das palestrantes e enfatizou a importância da educação nas escolas para combater a violência contra as mulheres. Ela mencionou a Lei nº 14.164, de 10 de junho de 2021, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, incluindo a prevenção da violência contra a mulher nos currículos escolares.
As instituições vêm fazendo o dever de casa, mas não adianta recrudescer somente. Infelizmente os casos de violência vão continuar ocorrendo enquanto não educar. Por isso, quando eu assumi a Promotoria, a primeira recomendação que eu expedi foi justamente para fazer cumprir a Lei de Diretrizes e Bases da nossa educação, que obriga as escolas a tratar o tema nos currículos escolares de forma pedagógica, de forma transversal.
A secretária das Mulheres de João Pessoa, Nena Martins, apoiou a fala da promotora e destacou o empenho da Prefeitura em levar essa discussão às escolas, visando conscientizar crianças e adolescentes sobre o tema. Ela ressaltou que a violência não afeta apenas a vítima, mas também a família e a sociedade.
O educador físico André Rodrigues, que tem um filho de dois anos, expressou sua preocupação com a abordagem do tema na educação infantil, afirmando que já ensina seu filho a tratar as coleguinhas com gentileza. Ele também notou um aumento na procura de mulheres por cursos de autodefesa, o que considera importante para a conscientização.
A psicóloga Jeanne Maria Vitorio ressaltou a relevância de eventos como este, que incentivam as mulheres a denunciarem a violência e a buscarem proteção. Ela destacou que a violência não se limita ao espancamento, mas se manifesta de várias formas.
O evento contou com a participação de diversas autoridades e representantes de organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres, incluindo a delegada Paula Monalisa e a coordenadora do Núcleo Especializado da Mulher da Defensoria Pública do Estado da Paraíba, Alice Sales.
Fonte: Joaopessoa