Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), o deputado estadual e pré-candidato ao Senado, André Gadelha (MDB), fez críticas contundentes ao Governo da Paraíba. Ele abordou a falta de esclarecimentos sobre a Parceria Público-Privada (PPP) da Cagepa, denunciou atrasos nos pagamentos do programa Tá na Mesa e questionou a situação dos médicos anestesiologistas, que, segundo ele, estão sem receber pelos serviços prestados.
Ao discutir a PPP da Cagepa, Gadelha defendeu a criação da "CPI do Esgoto
, com o objetivo de garantir maior transparência sobre o processo. Ele enfatizou a importância de a população ter acesso às informações relacionadas à parceria e seus impactos.
A gente quer apenas a transparência de toda uma PPP que foi combinada com os municípios e, principalmente, com a população. E quem vai pagar essa conta é o povo", afirmou.
O deputado também criticou os atrasos nos repasses do programa Tá na Mesa, destacando que empresários que prestam serviços ao programa enfrentam dificuldades financeiras devido à falta de pagamento.
São 90 dias de atraso de comerciantes reclamando que não têm condições de pagar seus impostos, seus fornecedores e até seus aluguéis — disse.
Além disso, Gadelha levantou a questão dos médicos anestesiologistas, que, segundo ele, estão acumulando meses sem receber.
Desde janeiro os anestesistas não recebem seus vencimentos. Ninguém consegue realizar uma cirurgia sem a presença de um anestesista — ressaltou.
Ao finalizar seu discurso, o deputado reiterou suas críticas à gestão estadual e exigiu explicações sobre os problemas mencionados. Para Gadelha, o Governo deve priorizar esclarecimentos sobre os atrasos nos pagamentos e as questões relacionadas à PPP da Cagepa.
As declarações de André Gadelha ampliam o debate político em torno da administração estadual e devem ter repercussão nos próximos meses, especialmente com a aproximação das eleições de 2026, quando ele pretende concorrer a uma vaga no Senado Federal.