O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a atuação da família Bolsonaro, insinuando que seus esforços para influenciar tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil são uma forma de traição à pátria. Durante uma reunião ministerial, Lula destacou que a busca por vantagens eleitorais em detrimento do povo é inaceitável.
A declaração de Lula ocorreu em um contexto em que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou relatórios que podem resultar em novas taxações sobre as exportações brasileiras, com alíquotas que podem chegar a 37,5%. O presidente mencionou que a estratégia de prejudicar o Brasil para beneficiar uma candidatura é uma "grosseria" que, segundo ele, seria considerada traição em qualquer lugar do mundo.
Lula também pediu aos ministros que representem o governo nas inaugurações de obras, ressaltando a importância de que a população reconheça o papel do governo federal nas entregas realizadas. Ele acredita que governadores e prefeitos adversários têm se apropriado dos méritos das obras, o que pode prejudicar sua imagem à medida que as eleições se aproximam.
O presidente enfatizou que é crucial que os ministros se concentrem nas iniciativas já em andamento, sem apresentar novos projetos, e que acelerem o ritmo de inaugurações nas próximas semanas. Ele destacou que, após 4 de julho, as regras eleitorais proíbem candidatos de inaugurarem obras públicas, o que torna urgente a visibilidade das ações do governo.
Lula também criticou governadores, como Tarcísio de Freitas, de São Paulo, e Ratinho Jr., do Paraná, por não reconhecerem adequadamente as contribuições do governo federal em suas inaugurações. Ele mencionou que uma parte significativa das casas construídas no estado de São Paulo é resultado do programa Minha Casa Minha Vida, que deveria ser creditado ao governo federal.