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Cessar-fogo entre Israel e Líbano é anunciado pelo governo dos EUA

Israel e Líbano concordaram em um cessar-fogo condicionado à retirada do Hezbollah do sul do país. O acordo foi mediado pelo governo Trump após intensos conflitos na região.

Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (3), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que Israel e Líbano chegaram a um acordo para um cessar-fogo. O entendimento está condicionado à

cessação total dos disparos do Hezbollah e à retirada de todos os membros do Hezbollah da área ao sul do rio Litani

.

A declaração foi emitida após conversas entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, além de representantes do Hezbollah. Trump havia garantido, na segunda-feira (1º), que impediria o avanço das tropas israelenses até Beirute e os ataques aos subúrbios da capital libanesa.

Durante a conversa, Trump teria adotado um tom de reprovação em relação a Netanyahu, a quem chamou de "louco". Os ataques israelenses ao Líbano foram frequentemente criticados pelo Irã, que declarou que não assinaria um acordo de paz com os EUA enquanto Israel continuasse suas operações no país vizinho.

O Irã é aliado do Hezbollah, enquanto os EUA apoiam Israel. Desde março, após ataques do Hezbollah com foguetes ao norte de Israel, forças israelenses invadiram o sul do Líbano, ocupando uma faixa de cerca de 10 km. O conflito resultou na evacuação de centenas de milhares de libaneses.

No último sábado, Israel capturou o histórico castelo de Beaufort, no Líbano, em uma incursão considerada a mais profunda em 26 anos. No dia seguinte, ataques aéreos foram realizados nos subúrbios de Beirute pela primeira vez desde abril.

Netanyahu afirmou que, caso o Hezbollah não cesse seus ataques, Israel voltará a atacar alvos em Beirute. Ele também declarou que as forças armadas israelenses continuarão a operar "normalmente" no sul do Líbano.

O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei, comentou sobre a necessidade de um cessar-fogo, afirmando que é uma condição essencial para qualquer acordo de paz. O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou o governo Trump, alegando que o bloqueio naval e as operações israelenses são evidências do descumprimento do cessar-fogo.

Atualmente, as negociações entre os EUA e o Irã não incluem o programa nuclear iraniano, que é um ponto de divergência entre os dois países. Baghaei afirmou que a prioridade é encerrar a guerra no Oriente Médio.

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