A Polícia Federal está conduzindo uma investigação que envolve a Refit, de Ricardo Magro, e identificou um pagamento de R$ 14,2 milhões de um fundo associado à refinaria para a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda., pertencente à família do senador Ciro Nogueira.
O documento da investigação revela que a transferência foi realizada em 2024, embora o senador não seja sócio da empresa atualmente, tendo afirmado possuir menos de 1% de participação na época da transação.
Essa informação foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) em uma representação que fundamentou a Operação Sem Refino, realizada em 15 de setembro. Ciro Nogueira não foi alvo da ação, que incluiu busca e apreensão em endereços do ex-governador do Rio, Cláudio Castro.
Em resposta, o senador lamentou as tentativas de associá-lo a escândalos e reiterou que não cometeu atos irregulares. Ele explicou que o pagamento se referia à aquisição de um terreno para a construção de uma distribuidora de combustíveis, afirmando que a venda foi regular e devidamente declarada.
Ciro Nogueira, que preside o PP e foi ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro, também se defendeu de outras investigações, incluindo a Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master.
A Refit e Ricardo Magro negam qualquer irregularidade, afirmando que não falsificaram declarações fiscais e que Magro não controla a empresa. No entanto, essa afirmação contrasta com declarações anteriores de Magro, que se posicionou como parte da companhia.
O relatório da Operação Sem Refino sugere que Magro utiliza offshores em jurisdições com sigilo societário e tributação favorável, além de trusts para proteção patrimonial.