A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por infecções virais, bacterianas ou fúngicas. A forma bacteriana é a mais grave, podendo resultar em complicações sérias, como danos neurológicos permanentes ou até a morte, se o tratamento não for rápido. O cardiologista Fábio Argenta alerta que bebês e crianças pequenas estão em maior risco devido ao desenvolvimento do sistema imunológico, assim como pessoas com condições médicas crônicas ou em tratamento imunossupressor.
É fundamental combater a desinformação sobre a meningite. Um dos mitos comuns é que a doença é sempre contagiosa. Argenta explica que existem três tipos de contágio: a viral, que geralmente é menos grave; a bacteriana, que pode ser contagiosa dependendo da bactéria; e a fúngica, que não é infecciosa nem contagiosa.
Outro ponto importante é que a meningite nem sempre apresenta sintomas imediatamente após a infecção. As manifestações podem surgir rapidamente ou se desenvolver lentamente, dependendo da cepa e da saúde da pessoa. Os sintomas gerais incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náusea e vômito.
Além disso, é um mito que todas as vacinas contra meningite protegem contra todas as formas da doença. Existem diferentes vacinas para cada cepa, e a proteção não é vitalícia, sendo necessárias doses de reforço. Por fim, ter meningite uma vez não garante imunidade, pois a doença pode ser causada por diversos patógenos.