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Cuba aceita ajuda humanitária de US$ 100 milhões dos EUA

Cuba concordou em receber US$ 100 milhões em ajuda humanitária dos Estados Unidos, apesar das críticas às sanções econômicas. A proposta visa aliviar a crise energética no país.
Foto: Imagem colorida mostra Marco Rubio dos EUA - Metrópoles

Cuba aceitou uma oferta de ajuda humanitária no valor de US$ 100 milhões apresentada pelos Estados Unidos, conforme anunciado pelo secretário de Estado, Marco Rubio. A decisão ocorre em meio a uma crise energética severa que tem gerado apagões frequentes e protestos em diversas regiões do país.

Na semana anterior, o governo cubano havia manifestado disposição para considerar a proposta, embora sem detalhes específicos sobre o plano do Departamento de Estado. O chanceler Bruno Rodríguez Parrilla criticou a oferta, chamando-a de "incongruência" diante das sanções econômicas que os EUA impõem a Cuba. No entanto, ele destacou que Havana geralmente não rejeita ajuda externa que seja oferecida de boa-fé.

A proposta de assistência dos EUA inclui a distribuição dos recursos em colaboração com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias independentes. Desde janeiro, a administração do presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre Cuba, implementando restrições ao fornecimento de petróleo e ameaçando intervenções militares.

A crise energética, que se agravou nos últimos meses, levou o ministro cubano de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, a reconhecer que a situação está "muito tensa" e que as reservas de petróleo estão quase esgotadas. Rodríguez também sugeriu que a melhor ajuda que os EUA poderiam oferecer seria o alívio do bloqueio econômico e financeiro.

Trump tem defendido uma mudança de regime em Cuba, onde os comunistas, ligados ao ex-presidente Raúl Castro, estão no poder desde a revolução de 1959. Recentemente, os EUA anunciaram acusações de assassinato contra Raúl Castro, um movimento que intensificou as tensões nas relações bilaterais, consideradas as mais críticas desde a Guerra Fria.

Rubio, por sua vez, afirmou que a política dos EUA não visa a "reconstrução de nações", mas está diretamente relacionada à segurança nacional dos Estados Unidos.

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