O porta-aviões USS Nimitz, da Marinha dos Estados Unidos, chegou ao Caribe, conforme anunciado pelas Forças Armadas americanas. A movimentação ocorre em um contexto de crescente tensão entre o governo de Donald Trump e o regime cubano.
A força-tarefa é composta pelo porta-aviões, um destróier de mísseis guiados e um navio de suprimentos, podendo transportar mais de 60 aeronaves de combate. O Comando Sul dos EUA destacou que essa presença representa prontidão e vantagem estratégica.
Simultaneamente, três senadores democratas apresentaram uma resolução para limitar o uso das Forças Armadas dos EUA contra Cuba. O congressista Tim Kaine enfatizou que os militares não devem ser enviados a situações de risco sem um benefício claro para o país.
O senador Adam Schiff também se manifestou, afirmando que, apesar da opressão do regime cubano, não há evidências de que Cuba represente uma ameaça significativa à segurança dos EUA. Ele ressaltou que Trump não possui autoridade legal para atacar Cuba sem a aprovação do Congresso.
A movimentação do porta-aviões coincide com o indiciamento formal de Raúl Castro, ex-líder cubano, por homicídio e destruição de aeronave. O atual presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou o indiciamento como uma manobra política sem fundamento legal.
Díaz-Canel já havia declarado que Cuba tem o direito de se defender contra possíveis ataques militares, alertando sobre as consequências de uma operação militar. Trump, por sua vez, caracterizou Cuba como um 'Estado pária' e afirmou que suas ações visam expandir a influência dos EUA na região.
O presidente americano também comentou sobre o indiciamento de Castro, considerando-o um 'momento muito grande', mas minimizou a possibilidade de uma escalada nas tensões, afirmando que a situação em Cuba já é caótica.
Cuba, sob um embargo dos EUA desde 1962, enfrenta uma crise energética e humanitária agravada por um bloqueio petroleiro imposto pelo governo Trump.