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Adaptações do corpo feminino durante a gestação

A gestação é um período de profundas mudanças no corpo da mulher, que se adapta para garantir o desenvolvimento saudável do feto e preparar a mãe para o parto e amamentação.
Foto: Metropoles

A gravidez é um momento especial e desafiador na vida de uma mulher, marcado pela formação de uma nova vida. Para garantir o desenvolvimento saudável do feto, o corpo feminino passa por diversas adaptações naturais. Essas mudanças visam proporcionar conforto tanto para a mãe quanto para a criança, assegurando que o bebê receba oxigênio e nutrientes adequados.

Além disso, o organismo da mãe se prepara para o parto e a amamentação, adaptando até mesmo a coluna para suportar o aumento da barriga. A ginecologista Helga Marquesini, do Hospital Sírio-Libanês, destaca que

o desenvolvimento de uma nova vida é realmente fascinante, e ainda existe muito a se desvendar

.

Um aspecto importante dessa transformação é a forma como o corpo da mulher não considera o embrião como um corpo estranho. Durante a gestação, o sistema imunológico se torna mais tolerante, permitindo que o organismo materno aceite melhor o bebê. O ginecologista Alexandre Pupo Nogueira, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), explica que

a gestante é considerada relativamente imunossuprimida para algumas infecções, principalmente as virais

, o que torna vacinas, como a da gripe, essenciais nesse período.

Nos primeiros três meses de gestação, a progesterona aumenta até que a placenta se forme completamente. Esse aumento hormonal é responsável por sintomas típicos, como enjoo matinal, inchaço, aumento da oleosidade da pele, mudanças no metabolismo, aumento das mamas e maior sensibilidade das mamilas. Nogueira afirma que, após a placenta assumir a produção hormonal, geralmente há uma melhora nos sintomas, com a diminuição dos enjoos e um aumento na sensação de bem-estar.

A placenta, que começa a se formar entre o 7º e o 12º dia de gestação, se torna funcional entre a 18ª e a 20ª semana. Este órgão temporário é crucial para a saúde do bebê, pois permite a troca de nutrientes e a excreção de metabólitos, sem permitir o contato direto entre o sangue da mãe e do bebê.

À medida que o bebê se desenvolve, o espaço necessário para ele aumenta, fazendo com que o abdômen da mulher se projete para a frente. Isso resulta em alterações no centro de gravidade, na curvatura da coluna e até na forma de andar, conforme explica Nogueira.

Além das necessidades do bebê, a mulher também deve se alimentar adequadamente, o que aumenta a demanda por energia e nutrientes. Essa sobrecarga pode, em alguns casos, levar a complicações como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, especialmente em gestantes mais velhas.

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