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EUA reformulam políticas ambientais e prazos para PFAS

O governo dos EUA anunciou mudanças nas regras ambientais, incluindo prazos estendidos para a adaptação a contaminantes químicos perigosos, como os PFAS, e flexibilização de normas para o setor de energia.
Foto: G1

O governo dos Estados Unidos revelou uma nova abordagem em suas políticas ambientais, que inclui a flexibilização de normas para o setor de energia e a extensão dos prazos para que as distribuidoras de água se adaptem aos limites de contaminantes químicos perigosos, conhecidos como PFAS.

Essas medidas fazem parte de um esforço da administração de Donald Trump para eliminar o que considera 'burocracia desnecessária' e falhas do governo anterior, liderado por Joe Biden, com o objetivo de reduzir custos para os consumidores e garantir a segurança nacional.

Durante um anúncio conjunto, o administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA), Lee Zeldin, e o secretário de Saúde e Serviços Humanos (HHS), Robert F. Kennedy Jr., apresentaram uma nova estratégia para lidar com os PFAS, substâncias químicas associadas a impactos à saúde.

A proposta mantém os padrões federais de proteção à saúde para os poluentes mais estudados, PFOA e PFOS, mas permite que sistemas de abastecimento de água solicitem até dois anos adicionais para se adequarem às novas regras, estendendo o prazo de conformidade de 2029 para 2031.

A prorrogação não será automática e dependerá do cumprimento de critérios específicos, permitindo que os sistemas de água diagnostiquem a contaminação e testem novos controles. Além disso, o governo destinará quase US$ 1 bilhão em subsídios para ajudar comunidades pequenas a remover essas substâncias do sistema de água potável.

A EPA também colocará em consulta pública uma proposta para revisar normas sobre outros compostos químicos, alegando que o governo Biden não seguiu os requisitos legais da Lei da Água Potável Segura ao combinar etapas do processo sem permitir comentários do público.

Essas mudanças ocorrem em um contexto de ações da Casa Branca que visam extinguir regulamentações de transição ecológica, promovendo a produção de combustíveis fósseis e mineração.

  • Licenciamento expresso para projetos de infraestrutura energética
  • Remoção do 'custo social do carbono' das decisões federais
  • Revogação de exigências de relatórios de impacto ambiental para o carvão
  • Derrubada de mandatos de carros elétricos na Califórnia
  • Abertura de florestas e áreas costeiras para exploração

As novas propostas da EPA serão publicadas no Diário Oficial dos EUA para um período de 60 dias de comentários públicos, com uma audiência marcada para 7 de julho de 2026.

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