O ministro Flávio Dino, do STF, relatou em suas redes sociais ter enfrentado hostilidade em um aeroporto. Ele fez um apelo a empresários para promoverem educação cívica, especialmente em um ano eleitoral, quando as emoções tendem a se intensificar.
Segundo Dino, uma funcionária de uma companhia aérea, ao notar seu nome no cartão de embarque, expressou a um agente de polícia judicial seu desejo de xingar o ministro, antes de corrigir-se, afirmando que seria melhor matar do que xingar.
Na postagem, o ministro não revelou a identidade da funcionária, a empresa, a data ou o aeroporto onde o incidente ocorreu, enfatizando que seu relato não é de interesse pessoal, mas sim coletivo.
Dino observou que, como não se conhecem, tais manifestações refletem sua atuação no STF. Ele ressaltou que um cidadão não deve temer agressões de funcionários ao utilizar serviços.
O ministro alertou que o ódio pode provocar um efeito dominó, afetando outros funcionários e colocando em risco a segurança em aeroportos e voos. Ele questionou o que poderia acontecer se essa hostilidade se espalhasse para outros setores.
Dino sugeriu que as empresas, especialmente aquelas que atendem ao público, realizem campanhas de educação cívica para promover um convívio pacífico, prevenindo situações semelhantes no futuro.
Ele concluiu que é essencial que as empresas orientem seus prestadores de serviço a manter o respeito por todos, independentemente de opiniões ou preferências, o que beneficiaria tanto as empresas quanto os consumidores.
Nos últimos anos, outros ministros do STF também enfrentaram hostilidades em aeroportos. O ministro Alexandre de Moraes foi xingado em Roma em 2023, e Gilmar Mendes também foi ofendido durante um voo em 2018.