A recente renúncia de Wes Streeting do gabinete de Keir Starmer elevou a pressão sobre o primeiro-ministro britânico para que ele considere sua saída. Streeting, que estava se preparando para desafiar formalmente a liderança de Starmer, não chegou a concretizar essa intenção, mas não é o único membro do Partido Trabalhista a aspirar ao cargo.
Além de Streeting, outros nomes como Angela Rayner, Andy Burnham e Ed Miliband também estão sendo mencionados como potenciais candidatos. Streeting, que pertence à ala mais conservadora do partido, pediu em sua carta de renúncia a realização de uma eleição aberta para a liderança, permitindo que qualquer membro com apoio de pelo menos 20% dos parlamentares possa concorrer.
Ele já conta com o apoio de 80 parlamentares e é reconhecido por ter contribuído para a redução das filas no NHS, o sistema público de saúde britânico. Contudo, sua imagem como centrista pode não ser favorável dentro do Partido Trabalhista.
Streeting afirmou que está claro que Starmer não liderará o partido nas próximas eleições gerais e que os membros desejam que o próximo debate seja focado em ideias, não em disputas pessoais. Apesar de sua posição, uma pesquisa interna sugere que ele não teria força suficiente para vencer Starmer em um confronto direto.
Por outro lado, Andy Burnham, prefeito de Manchester, é visto como um forte concorrente, embora precise retornar ao Parlamento para se candidatar. Angela Rayner, que foi secretária de Habitação, também é uma figura popular, mas enfrenta desafios legais relacionados a impostos. Ed Miliband, ex-líder do partido, expressou apoio a Starmer, mas pode ser considerado uma opção de consenso em meio à crise.
Recentemente, tanto trabalhistas quanto conservadores enfrentaram uma derrota significativa nas eleições locais, com o partido Reform UK ganhando mais de 1.440 assentos. A erosão do apoio aos partidos tradicionais continua a ser uma preocupação, especialmente com as próximas eleições gerais previstas para 2029.