A vida de Jenna Cotromano mudou drasticamente quando, aos 18 anos, começou a notar alterações em seu corpo. Como dançarina, ela sempre teve controle sobre seus movimentos, mas passou a enfrentar dificuldades em atividades cotidianas, como falta de coordenação e lapsos de memória.
Após várias consultas médicas e exames inconclusivos, a jovem descobriu que seu pai era portador do gene da Doença de Huntington, uma condição genética progressiva. Isso a levou a realizar um teste genético, que confirmou a presença da mutação responsável pela doença.
A Doença de Huntington, que não possui cura, afeta o cérebro e compromete funções motoras, cognitivas e comportamentais ao longo do tempo. Apesar do diagnóstico, Jenna sentiu que não recebeu o suporte necessário, o que tornou o momento ainda mais desafiador.
Atualmente, aos 25 anos, ela ainda não apresenta sintomas graves, mas vive em constante vigilância em relação a pequenas alterações em seu corpo, que geram ansiedade e medo do avanço da doença. Jenna também compartilha os impactos emocionais do diagnóstico, incluindo episódios de depressão.
Entendendo a Doença de Huntington
A Doença de Huntington é uma condição hereditária que resulta da degeneração progressiva de células cerebrais. A transmissão ocorre de pais para filhos, com uma chance de 50% de herança. Os sintomas incluem movimentos involuntários, perda de memória e mudanças de comportamento, e a condição evolui ao longo dos anos.
Conscientização e apoio
Após o diagnóstico, Jenna decidiu usar sua experiência para ajudar outras pessoas que enfrentam situações semelhantes, criando uma rede de apoio e aumentando a visibilidade da doença.
Para uma dançarina, perder o controle dos movimentos é uma das maiores ameaças possíveis
, afirma.
Embora sua rotina seja marcada por incertezas, Jenna opta por viver o presente e dar visibilidade a uma condição que frequentemente permanece invisível até que seja tarde demais.